Pobre, preto e p … também vão ter acesso, resolve Lula.

Outubro 1, 2009

Eis o post publicado por PHA no site.

Melhor notícia não há. É a morte do PIG(*).

O Presidente Lula desistiu de esperar as empresas privadas para construir a maior rede de banda larga do mundo.

Ele vai montar a auto-estrada da informação com a infra-estrutura já existente da Eletronet, Petrobrás, Furnas, Chesf e Eletronorte.

E vai investir mais ainda com o dinheiro que iria gastar, se contratasse empresas privadas.

Ou seja, o próprio Governo vai transportar a informação na banda larga.

A banda larga no Brasil hoje é para rico: é cara.

(Como a tevê a cabo, que a Globo trancou, para não canibalizar a TV Globo na rede aberta.)

A banda larga agora vai ser barata.

Até preto, pobre e p … vão ter acesso, como diria aquela insigne advogado do Daniel Dantas , o Dr Torón.

Clique aqui para ler Lula vinga Brizola sobre o “voto impresso” e sobre a liberdade total da internet nas eleições

O fim do PiG (*) se aproxima.

A primeira cova para abrigar os membros do PiG (*) será construída nos jardins da embaixada do Brasil em Honduras.

Paulo Henrique Amorim

(*)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


Projeto brasileiro selecionado no 10^100 do Google.

Setembro 27, 2009

É verdade. Foram enviados nada menos que 150 mil projetos de 170 países do mundo! Foram apenas 16 idéias selecionadas como as mais promissoras para o nosso planeta, por um juri de especialistas contratado pelo Google.

Adivinha qual o projeto foi selecionado na área de ENERGIA?
Sim, meu camarada. O MAGLEV COBRA!

Inacreditável que uma parada inventada no Brasil, consiga tamanho destaque. Estar entre os 16 projetos mais importantes é uma enorme honra elevada ao Google!

Passar dessa primeira peneira foi um milagre. Será que nós brasucas, os inventores de tantas coisas incríveis conseguiremos atingir o pódium? Nossas chances são boas, pois estamos em áreas cruciais para o planeta: Energia e Transportes.

Desenvolver novas tecnologias de transporte para auxiliar no transporte de um contingente maior de pessoas, com menos consumo de energia, mais eficiência e menos propenso a acidentes. Milhões de pessoas ainda usam métodos de transporte inventados há um século ou mais. Até mesmo pequenas melhorias na velocidade, segurança, custo e sustentabilidade ambiental poderiam ter um grande impacto na vida das pessoas e no planeta como um todo. Pensando nessas melhorias, usuários preocupados com o transporte enviaram idéias que vão da bicicleta movida a hidrogênio à aeronave otimizada para o transporte de rotina. Com uma aliança e apoio às organizações voltadas para essas metas, esta proposta tem por objetivo promover a inovação nesse setor e concretizar as melhores idéias.

Sugestões que inspiraram esta ideia

  1. Projetar um sistema comunitário de transporte leve sobre trilhos para ser usado por bicicletas e veículos com o mínimo consumo de energia.
  2. Criar um sistema de carros sobre trilhos que adapte os carros movidos a combustíveis para trafegar sobre as redes de trilhos.
  3. Criar um sistema de transporte que possibilite o tráfego de carros elétricos em um sistema de trilhos.
  4. Promover o uso da bicicleta como meio de transporte cotidiano, criando um sistema mais eficiente e seguro para o tráfego de bicicletas.
  5. Projetar bicicletas elétricas movidas a hidrogênio ou células de metanol.
  6. Fabricar aeronaves destinadas ao transporte público.

A idéia vencedora, eleita numa seleção popular pela internet (vote aqui!) receberá um aporte de 10 milhões de dólares para ser posta em prática.

A coisa vale mais pela importância do que pela grana propriamente dita, já que em termos práticos, para a construção de um veículo, dez milhões de dólares não significam muito.

Dez milhões de dólares, para se ter uma idéia, é quanto o Sílvio Santos vai ter de gasto com a Eliana e o Roberto Justus até o fim do ano. Valor que o RR soares se ofereceu para cobrir caso Sílvio aceite que ele fique pregando de madrugada no SBT.

De volta ao Dez elevado a cem do Google, o comitê consultivo selecionará cinco idéias finalistas. Seu voto é indispensável para isso se concretizar.

Peço encarecidamente que todos os amigos, parceiros e leitores do blog, me ajudem a divulgar esta notícia incrível e que é mais uma das muitas chancelas de que nosso projeto pode realmente fazer alguma coisa concreta pelo nosso planeta e qualidade de vida.

Para conhecer mais sobre o sistema Maglev Cobra entre aqui

Para votar e ajudar este projeto, clique aqui

Veja o Mundo Gump


Privatização da TELEBRAS.

Setembro 23, 2009

O Blog do Ricardo publica excelente artigo do engenheiro Virgilio Freitas para uma reflexão sobre a privatização ocorrida neste país sob a batuta do FHC, e pensar se realmente foi um bom negócio, conforme afirma a mídia.

Está na hora de retomar a Telefônica por Virgílio Freire*

1. No final da década de 1990, sob a influência de Margareth Thatcher, Ronald Reagan e Wall Street, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu privatizar tudo que pudesse, e na sua lista o item mais importante eram as telecomunicações. Por dar a máxima importância ao assunto, colocou seu melhor amigo e principal colaborador, Sérgio Motta, no Ministério das Comunicações, com a principal missão de privatizar a Telebrás. A idéia corrente na época era de que o Estado não tinha condições de investir nem de ser um bom administrador de empresas. Este conceito mostrou-se falso na última década.

2. Antes de prosseguirmos, é importante, muito importante, destruir um mito. O de que a antiga Telebrás e suas subsidiárias eram incompetentes, ineficientes, lentas, burocráticas e incapazes de prestar os serviços de telecomunicações necessários exigidos por uma sociedade moderna. Mostrarei por que isto não é verdade.

3. A Telebrás tinha sede em Brasília, e atuava através de subsidiárias, uma em cada Estado brasileiro. Estas operadoras, todas, sem exceção, tinham lucros consideráveis todos os anos. Os balanços anuais da Telebrás e de suas subsidiárias estão nos arquivos dos jornais, da Anatel, do Ministério das Comunicações, e confirmam isso. Com estes lucros, a Telebrás e suas empresas poderiam facilmente investir, implantar novos sistemas e instalar milhões de telefones para os brasileiros. Os recursos, na época, eram da ordem de bilhões de dólares, nada inferiores aos valores que as operadoras privadas “investem” atualmente (voltarei a este tema mais adiante).

4. Durante os governos militares, entre 1964 e 1974, nestes 10 anos, a Telebrás teve grande autonomia de ação, pois os generais e militares que governavam o Brasil viam as telecomunicações como um setor estratégico para o desenvolvimento e a defesa. Quando entrei na Telesp, subsidiária da Telebrás em São Paulo, em 1973, não havia necessidade de concurso público: a empresa admitia seus funcionários através de um Departamento de Recursos Humanos, como qualquer outra organização, com base em testes, entrevistas, comparação entre candidatos etc. Nosso orçamento era administrado pela própria Telesp e pela holding, a Telebrás, e inteiramente gasto e aplicado dentro do sistema de telecomunicações.

5. Quando entrei para a Telesp, o Brasil todo tinha 3 sistemas de micro-ondas – um ligando o Rio a São Paulo, outro ligando São Paulo a Campinas e um terceiro ligando o Rio a Brasília.

6. Os militares criaram um fundo para que o sistema de telecomunicações pudesse expandir-se e manter-se financeiramente robusto. Era uma taxa, cobrada em todas as contas telefônicas, chamada FNT, ou Fundo Nacional de Telecomunicações. Por lei, este dinheiro, que era de bilhões de dólares, deveria TODO ser aplicado na expansão, ampliação, manutenção e operação das telecomunicações do Brasil.

7. Estes recursos foram aplicados de forma ética e profissional por um grupo de jovens profissionais vindos da universidade na década de 60, engenheiros acima de tudo, gente com pós-graduação na França, nos Estados Unidos etc., e orientados por engenheiros militares – homens sem qualquer orientação ideológica, mesmo naquela época da Guerra Fria. Entre os anos de 1968 e 1978 o Brasil passou de apenas 3 ligações de micro-ondas para uma rede de torres com altura de até 100 metros, cobrindo desde Manaus a Porto Alegre, de Corumbá a Natal. Dezenas de milhares de quilômetros de micro-ondas, interligando o País. Implantou-se a Discagem Direta a Distancia, que hoje é considerada corriqueira, mas, antes da Telebrás, para se falar com outra cidade tinha de ser através da telefonista.

8. A Embratel, encarregada dos troncos de longa distância, mandou seus engenheiros especializarem-se no Japão, Estados Unidos, França, Itália. Assim, os recursos do Fundo Nacional de Telecomunicações foram usados da forma prevista em lei, e eficientemente.

9. Ocorre que nos últimos governos militares, ou seja, dos generais Ernesto Geisel e João Figueiredo, e posteriormente já sob a presidência de José Sarney, que somam 16 anos (note bem, 16 anos), a Telebrás viveu sob uma série de limitações e restrições. Foi a época da hiperinflação, em que em apenas um dia a moeda brasileira perdia mais de 1% ou 2% de seu valor. Em um ano a inflação era de mais de 1.000%.

10. O ministro todo-poderoso na época dos militares era o hoje deputado Antônio Delfim Netto. O Brasil havia contraído pesadas dívidas com bancos estrangeiros, e havia uma enorme pressão do governo americano, do FMI e do Banco Mundial para que esta dívida fosse paga dentro do prazo. E não conseguíamos. Todos os anos renegociávamos a dívida. Deixávamos de pagar, atrasávamos os pagamentos. Delfim, então, criou um “Fundão”. Ilegal, mas na época nada que os militares e seus amigos resolvessem era ilegal.

11. Delfim determinou que os recursos de todos os fundos setoriais, como era o caso do Fundo de Telecomunicações, fossem diretamente depositados no Fundão, e que não fossem mais aplicados nos setores respectivos. Então, a partir da década de 1980, a Telebrás foi forçada a renunciar aos enormes recursos do FNT e colocá-los no Fundão. Mas a coisa ficou ainda pior. Delfim criou um organismo chamado Secretaria de Controle das Estatais (Sest). A função desta secretaria era administrar as estatais. Literalmente.

12. Então, também a partir dos anos 1980, a Telebrás, todos os anos, elaborava seu orçamento de investimentos e de gastos em operação para o ano seguinte, e seu presidente era forçado a ir negociar estes números com a Sest. Nesta última, quem mandava eram os jovens economistas discípulos de Delfim Netto, preocupados apenas em pagar a famosa dívida externa, e sem nenhuma sensibilidade para um conceito mais amplo e estratégico de desenvolvimento da infraestrutura do País, em estradas , transportes, ferrovias (sucatearam toda a rede ferroviária do Brasil) e telecomunicações.

13. Então, a Sest analisava os planos da Telebrás apenas do ponto de vista econômico, e ainda assim com a estreita visão de verificar o quanto a Telebrás poderia contribuir para a redução da dívida externa – não comprando equipamentos importados, não gastando em pessoal etc. O nível de controle central e de opressão da Telebrás chegava ao ponto de que qualquer reajuste de salários tinha de ser aprovado pela SEST, qualquer aumento no número de funcionários da Telebrás tinha de também ter sua aprovação. Os gastos com operação, com pessoal, com equipamentos, os investimentos em novos sistemas, tudo tinha de ser aprovado pela Sest.

14. Pense um pouco no martírio que é para uma empresa de alta tecnologia, que tem de atuar num mercado ágil e em contínua mudança, ter de solicitar à Sest aprovação para aumentar o número de funcionários de 50.356 para 51.896, por exemplo – não estou exagerando, estes fatos ocorreram. Nós, executivos da Telebrás, estávamos constantemente frustrados pela camisa de força da Sest, e impedidos de reagir contra ela – até porque o presidente da Telebrás era um general (muito íntegro, respeitado por todos, mas nenhum general descumpre uma ordem superior).

15. E ainda ficou pior. Uma vez aprovado pela Sest quanto a Telebrás podia investir, era necessária a aprovação do Congresso Nacional. Permitam-me insistir – a Telebrás, em determinado ano, lucrava US$ 4 bilhões. Propunha à Sest investir em novos sistemas US$ 2 bilhões, por exemplo, a fim de atender à demanda telefônica, que não era atendida. A Sest fazia seus cálculos cabalísticos e informava à Telebrás que só poderia investir US$ 1 bilhão – o restante iria para ao pagamento da dívida externa. A Telebrás obedientemente investia apenas o autorizado, e a demanda ficava não atendida, as pessoas frustradas, revoltadas, porque devido a esta limitação artificial de recursos e ao fato de não dispor mais do dinheiro do FNT, os prazos para receber uma linha telefônica nova eram de 2 ou 3 anos. Repetindo: a Telebrás tinha dinheiro e não a deixavam gastar. O sistema telefônico estagnava, e a culpa era atribuída erroneamente à nossa empresa de telecomunicações.

16. O orçamento de investimentos já drasticamente reduzido pela Sest era então submetido ao Congresso, que fazia novos cortes. E enquanto o Congresso não aprovasse, a Telebrás não podia investir sequer o que a Sest havia autorizado.

17. Essas eram as condições de governança da Telebrás. Apesar de seu porte, de ser lucrativa, de ter um mercado ávido, de possuir recursos financeiros e humanos, era impedida de trabalhar como uma empresa, e forçada a funcionar como uma repartição pública. Os governos civis mantiveram o Fundão, mantiveram o controle da Sest, e a Telebrás continuou engessada, para frustração do público e dos profissionais que nela atuavam, e que queriam atender às necessidades em telecom do Brasil.

18. Criou-se então, propositalmente ou não, a imagem de que “o Estado não sabe administrar”. Pelo visto acima, não era uma questão de ser ou não administrada pelo Estado e sim de ter liberdade de funcionar como uma empresa. Na mesma época, a Petrobrás era dispensada destes controles, ou, se os havia, ela os ignorava, e continuou expandindo-se, no Brasil e no exterior. Prosseguiu nas pesquisas de extração no mar, assinou parcerias com outros países etc. Já a Telebrás foi ficando cada vez mais desmoralizada, por se submeter aos cortes e à perda de seu fundo de expansão.

19. Era a década de 1980, e a moda eram as privatizações na Inglaterra feitas por Margareth Thatcher, era a implantação do “Modelo Competitivo” nos Estados Unidos. Ambas as ideias mostraram-se inadequadas e ambiciosas demais. Margaret Thatcher vendeu as ferrovias, as estradas, as telecomunicações, tudo. Ainda durante seu governo houve pelo menos 4 grandes acidentes ferroviários, consequência de má administração nas ferrovias privatizadas. Já nos Estados Unidos, a filosofia ultracapitalista da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês), a Anatel americana, era de que, se fossem vendidas licenças para que outras empresas concorressem com as telefônicas do Grupo AT&T, também chamado Grupo Bell, a concorrência seria benéfica para o consumidor. Venderam então licenças para operar sistemas de telefonia fixa, celulares, de longa distância. A concorrência nunca decolou.

20. Após mais de 20 anos, as novas operadoras não haviam conseguido mais do que 10% do mercado. Simplesmente porque a ideia é inviável. Imagine-se que o governo deseje implantar “concorrência” no sistema de fornecimento de energia elétrica. Venda uma licença para operar a distribuição de eletricidade. A empresa ganhadora da licença teria de fincar milhões de postes, lançar milhões de quilômetros de fios, para poder chegar na sua casa. Evidentemente seria impossível investir tudo isso e ainda ser lucrativa. O mesmo ocorre em telecomunicações, com raras exceções. É impossível a real competição, porque já existe uma operadora com uma rede imensa de cabos e fios, de sistemas, e quem quiser concorrer vai ter de investir bilhões de dólares, com retorno duvidoso. Por isso a competição não funcionou nos Estados Unidos, nem na Europa, e nem no Brasil.

21. Aqui, então, surfando na ideologia mundialmente aceita na época de que o Estado é mau administrador e de que “a competição é sempre benéfica para o consumidor”, o governo de Fernando Henrique Cardoso decidiu fazer o que a Inglaterra havia feito – vender a operadora estatal de telecom e abrir licenças para competidores. Com a venda dos ativos estatais, o governo recebia dinheiro para terminar de pagar a dívida externa, e com a venda de licenças para outros concorrerem no mercado de telecom, também recebia polpudos recursos para aplicar onde quisesse. E, teoricamente, quem comprasse a Telebrás iria usar seu próprio dinheiro para investir e melhorar as telecomunicações no Brasil.

22. Vendeu-se então a Telebrás, dividida em quatro partes – a Embratel, que tinha todo o sistema de longa distância e de transmissão de dados, e a telefonia fixa local agrupou-se em três empresas: uma em São Paulo, a Telesp, outra cobrindo o Sul e o Oeste, e uma terceira cobrindo o Nordeste desde o Espírito Santo até o Amapá.

23. No caso de São Paulo, venceu o leilão a Telefónica de España. Grandes esperanças, grandes comemorações. Mas logo uma nova realidade desabou sobre a Telesp. Chegaram os espanhóis. Inicialmente colocaram um espanhol “grudado” a cada gerente brasileiro. Em seguida demitiram os brasileiros. Hoje não existe na atual Telefônica, ex-Telesp, ninguém com mais de 10 anos de casa. Toda a memória profissional da empresa foi perdida.

24. Implantaram desde o início a famosa mesa de compras, uma instituição de caráter financeiro extremamente prejudicial à própria Telefônica – mas o sistema vinha sendo usado na Espanha, por que não no Brasil? Consiste do seguinte: a empresa faz uma concorrência, como é normal. Convida cerca de 5 a 10 participantes. Uma análise de preços é feita, bem como uma analise técnica. Escolhe-se o vencedor, com o menor preço e a melhor proposta técnica. Normalmente o processo de compra terminaria aí, com a assinatura do contrato e implantação do sistema. Mas na Telefônica é diferente.

25. O processo vai para a mesa de compras, na qual os executivos são remunerados em função dos descontos que conseguem. Chamam a empresa vencedora, e comunicam (sim, não negociam, comunicam) que se o vencedor não der um desconto de, por exemplo, 20%, nada feito, o contrato não será assinado. A empresa escolhida preparou a sua proposta com base em dados de custos, de mercado, prevendo certo nível de compras, certo número de homens-hora de profissionais etc. É obrigada a aceitar a redução imposta pela Telefônica, assina o contrato, o espanhol da mesa de compras fica mais rico com um enorme bônus, e o usuário brasileiro é o único prejudicado. A fim de conseguir implantar o sistema pelo novo preço, agora drasticamente reduzido, o fornecedor tem de fazer cortes.

26. Reduz a qualidade do material, a qualidade da mão-de-obra, reduz a confiabilidade dos sistemas, enfim, adapta sua proposta ao que vai receber. E assim a Telefónica foi ao longo destes últimos 10 anos expandindo as telecomunicações no Estado de São Paulo, da forma mais barata possível, e com baixíssima qualidade e confiabilidade.

27. Mas pelo menos os espanhóis investiram, trouxeram dinheiro da Espanha, verdade? Infelizmente, não. A Telefónica de España não enviou de Madri um único euro para investir no Brasil. Todo o investimento feito aqui pela Telefônica usou receitas obtidas aqui mesmo. Ou seja, quem pagou os investimentos – mal feitos – da Telefônica foi o consumidor brasileiro – e os bancos brasileiros, principalmente o BNDES. Veja bem, vendemos a Telesp aos espanhóis, estes usaram nosso dinheiro para investir e obter lucros enormes que mandam para a Espanha. Além disso, criaram um enorme desemprego no setor – a privatização da Telebrás colocou na rua em dois anos nada menos do que 200 mil pessoas. Sim, 200 mil profissionais foram dispensados. Para dar lugar aos espanhóis ou para fazer economias que no futuro iriam cobrar um pesado preço sob a forma de péssimo serviço e falhas no sistema.

28. A Telefônica terceirizou tudo que foi possível, começando pelo atendimento. Vendeu o setor de atendimento à empresa espanhola Atento, de propriedade da Telefónica de España. Note: de propriedade da Telefónica de España. Ou seja, a Telefônica Brasil compra os serviços da Atento, paga pelos serviços, a Atento lucra com eles, e remete seus lucros diretamente para Madri. Terceirizou manutenção de prédios, operação dos sistemas, manutenção, tudo. Os projetos são feitos pelos fornecedores, a engenharia idem. Não existe na Telefônica, hoje, um grupo de profissionais de telecom. Ela é nada mais do que a marca. O resto é de terceiros. E mais uma vez feito de forma impositiva e leonina, pois os fornecedores que implantaram os sistemas são chamados e informados de que terão de tirar os defeitos, operar, manter etc. O fornecedor faz seus cálculos, usando o número adequado de homens, de veículos, equipamentos de teste etc. Apresenta uma proposta, e a mesa de compras exige -mais uma vez – enormes descontos. O fornecedor tem de ceder, mas de novo reduz o número de pessoas, de veículos, de equipamentos, reduz a qualidade da mão-de-obra, faz cortes drásticos para poder cumprir o contrato e ainda ter lucro.

29. Neste ponto cabe uma pergunta: como pode a Telefônica imaginar que um determinado serviço que ela anteriormente fazia com mão-de-obra própria ser feito por outra empresa, que irá obrigatoriamente colocar uma margem de lucro, e ainda assim ficar mais barato do que se a operadora o fizesse? Não há lógica.

30. Não se terceiriza jamais o contato com o cliente. É por isso que as empresas aéreas não terceirizam pilotos e aeromoças. Seria inimaginável. E, no entanto, fomos levados aceitar como normal que um atendimento para uma reclamação de defeito numa rede de altíssima tecnologia seja feito por uma mocinha que não tem nenhum vinculo com a Telefônica, nenhum interesse em realmente resolver seu problemas, que não tem a mínima ideia do que é o sistema, que foi treinada como um autômato para burocraticamente anotar a reclamação e passar adianta. Cujo tempo de atendimento é rigidamente controlado e não pode superar 90 segundos. Que mesmo para ir ao toalete tem horários determinados. Tudo para que Madri tenha mais lucros.

31. No último trimestre o faturamento da Telefônica na Espanha caiu 4,2%, enquanto na América Latina cresceu 4,8%. Traduzindo: os cortes de pessoal no Brasil, as economias e cortes de custos que provocam panes e apagões, ajudam a aumentar o lucro da Telefônica no mundo. Quem sustenta a empresa somos nós, latino-americanos, e não os espanhóis. Sabe por quê? Porque na Espanha ela não poderia tratar o cliente da forma que faz aqui. O governo espanhol imediatamente trocaria toda a diretoria da empresa.

32. Mas então, cabe a pergunta: se a Telefônica veio para o Brasil para atender ao Estado de São Paulo, não investiu recursos próprios, é campeã de reclamações no Procon, tem um histórico de falhas, defeitos e panes inédito em todo o mundo, o que ela está trazendo de positivo para o Brasil? Não traz dinheiro, não traz know-how, piorou os serviços.

33. Pare um instante, leitor, e honestamente responda: no dia de hoje, quem é melhor administrada: a Telefônica em São Paulo ou a Petrobrás?

34. Quiséramos nós que as telecomunicações em São Paulo tivessem o mesmo nível que a extração, o refino e a distribuição de combustíveis. Logo, não é verdade que “o Estado não sabe administrar”. Mesmo com alguma interferência política que sabemos existir, a Petrobrás é eficiente, respeitada aqui e lá fora, e não sofre de apagões de combustível.

35. Apenas para reforçar o argumento, e o Banco do Brasil? É estatal e luta no mercado bancário em condições de igualdade, dá lucros enormes e ninguém acusa a diretoria do BB de ser inepta devido ao fato de a empresa ser estatal.

36. Então, esta ideia de que empresa estatal é por definição lenta, obsoleta, com gente preguiçosa e ineficiente, é uma inverdade. Temos de olhar a realidade, sem ideias preconcebidas, e reconhecer que o mundo mudou, Marx está morto, mas o capitalismo selvagem também, e que temos de ser criativos e repensar alguns conceitos. E algumas decisões do passado.

37. Nessa linha, olhando o que a Telefónica de España fez no Brasil nos últimos 10 anos, parece-me que fica claro que não fez nada melhor ou nada mais do que a própria Telebrás teria feito se tivesse a liberdade de que sempre gozou a Petrobrás. Se tivéssemos mantido a Telebrás e a liberado para investir seu próprio dinheiro, hoje teríamos uma empresa poderosa, eficiente, brasileira, e certamente atuando com competência no exterior, como é o caso da Petrobrás.

38. Chegou a hora. Vamos aproveitar o momento de transformações por que passa o mundo, o novo status que o Brasil ganha, e o péssimo nível dos serviços da Telefônica, para comprá-la de volta, colocá-la em mãos brasileiras, com gente que tome decisões com base no cliente brasileiro e não com base em aumentar os lucros que manda para Madri. O Brasil todo irá aprovar.
Poucos sabem, mas a Telebrás ainda existe, não foi extinta, permanece como que “em estado de hibernação”. Tem sede em Brasília, com meia dúzia de funcionários que cuidam principalmente de comunicações governamentais.

39. O contrato de concessão assinado pelo governo brasileiro com a Telefônica, no Capitulo XXVIII, trata da extinção da concessão. Podemos a qualquer momento informar aos espanhóis que nossa paciência se esgotou, que temos gente igual ou melhor do que eles, e que queremos as telecomunicações de São Paulo de volta. Compramos a empresa de volta. Definimos uma forma suave de pagamento. Colocamos gente nossa, do Brasil, comprometida com nossa sociedade, para administrar a empresa. E garanto que os apagões nunca mais se repetirão.

40. Se você acha que este artigo tem lógica, divulgue a ideia. Hoje, enfrentar a gigante espanhola pode parecer um projeto de difícil implantação. Mas Gandhi também tinha um projeto enorme, a liberdade de seu país, e começou com um partido de um homem só. Também Martin Luther King. Se nós quisermos, nós conseguimos.

* Virgílio Freire é engenheiro de telecomunicações, consultor sênior, ex-funcionário da Telesp, ex-presidente da Lucent Technologies no Brasil, da Nortel e de outras empresas.


O Petróleo é Nosso

Setembro 21, 2009


Estou com gripe suína e não sabia.

Setembro 21, 2009

E você que me lê também deve estar com a gripe, ou pelo menos deve ter um amigo que está infectado, talvez até morto e não saiba.

Pelo menos foi o que prometeu a Folha de São Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u597124.shtml

Essa gripe inventada pela imprensa a fim de (tentar) desestabilizar o governo do presidente Lula, foi outra “marolinha”, que veio e já passou.

No Brasil mais crianças morrem de diarréia que com a gripe. E o que aconteceu com a gripe comum? Sumiu do mapa?

Lembrei-me da onda da febre amarela. Sabiam que morreu mais pessoas por problema com a vacina do que pela doença naquele ano?

No Brasil, em 2002, foram registradas 139.601 mortes por doenças cardíacas e 129.172 por derrames. O número de casos absolutos de doenças cardiovasculares no País fica atrás do de países como China, Índia, Rússia e Estados Unidos. Atualmente, 17 milhões de pessoas morrem anualmente desses males.

E estão preocupados com a gripe?

Ahhhh. CANSEI!!!!


Palavras Cruzadas

Setembro 20, 2009

Acabei de receber. Faça parte também.

Resolva as palavras cruzadas e ganhe conhecimento.

http://cruzadastucanas.fateback.com/


Aloysio Biondi – Um jornalista.

Setembro 20, 2009

Excerto da Wikipedia:

Aloysio Biondi (Caconde, 1936 — São Paulo, 21 de julho de 2000) foi um jornalista econômico brasileiro.
Seu trabalho, profundamente inovador, foi fundamental para a consolidação no país de um modelo de jornalismo crítico voltado efetivamente para informar o leitor. Foram 44 anos de exercício profissional, nas principais redações da imprensa brasileira.
Nos anos anteriores ao seu falecimento (2000), aos 64 anos, destacou-se pelo trabalho na imprensa alternativa, com a qual colaborou durante toda a vida (com destaque para o período em que foi colaborador do jornal Opinião, na década de 70).
Também é autor do livro-reportagem O Brasil privatizado – Um balanço do desmonte do Estado, que já vendeu mais de 125 mil exemplares e se tornou uma referência fundamental para compreender o governo de Fernando Henrique Cardoso.
Nascido em Caconde e criado em São José do Rio Pardo, no interior de São Paulo, Biondi começou sua carreira em 1956, na Folha da Manhã, que posteriormente daria origem à Folha de S. Paulo.
Trabalhou também na Gazeta Mercantil, Jornal do Commercio (RJ), Diário do Comércio e Indústria (DCI-SP), Correio da Manhã (RJ), Diário da Manhã (GO) e revistas Veja e Visão. No Diário da Manhã, em Goiânia, trabalhou junto a Washington Novaes em um dos mais interessantes e inovadores projetos do jornalismo brasileiro, ainda desconhecido. Foi vencedor de dois Prêmio Esso. Em 1967, pela revista Visão, e em 1970, pela Veja.
Teve como marcas de sua carreira a independência, o espírito crítico, a ética e a capacidade de análise. Era considerado pelos amigos e colegas, pelos inúmeros discípulos, um sacerdote do jornalismo.
Conforme escreveu o também jornalista Jânio de Freitas, em artigo por ocasião da morte do colega “Biondi não frequentava ministérios, bancos, gabinetes estatais, rodas de grandes empresários. E, no entanto, jamais um jornalista soube de modo tão completo quanto ele, e duvido que algum dia outro venha a saber, o sentido real, os pormenores e as consequências das decisões econômicas e monetárias”.

Aloysio Biondi (Caconde, 1936 — São Paulo, 21 de julho de 2000) foi um jornalista econômico brasileiro.

Seu trabalho, profundamente inovador, foi fundamental para a consolidação no país de um modelo de jornalismo crítico voltado efetivamente para informar o leitor. Foram 44 anos de exercício profissional, nas principais redações da imprensa brasileira.

Nos anos anteriores ao seu falecimento (2000), aos 64 anos, destacou-se pelo trabalho na imprensa alternativa, com a qual colaborou durante toda a vida (com destaque para o período em que foi colaborador do jornal Opinião, na década de 70).

Também é autor do livro-reportagem O Brasil privatizado – Um balanço do desmonte do Estado, que já vendeu mais de 125 mil exemplares e se tornou uma referência fundamental para compreender o governo de Fernando Henrique Cardoso.

Nascido em Caconde e criado em São José do Rio Pardo, no interior de São Paulo, Biondi começou sua carreira em 1956, na Folha da Manhã, que posteriormente daria origem à Folha de S. Paulo.

Trabalhou também na Gazeta Mercantil, Jornal do Commercio (RJ), Diário do Comércio e Indústria (DCI-SP), Correio da Manhã (RJ), Diário da Manhã (GO) e revistas Veja e Visão. No Diário da Manhã, em Goiânia, trabalhou junto a Washington Novaes em um dos mais interessantes e inovadores projetos do jornalismo brasileiro, ainda desconhecido. Foi vencedor de dois Prêmio Esso. Em 1967, pela revista Visão, e em 1970, pela Veja.

Teve como marcas de sua carreira a independência, o espírito crítico, a ética e a capacidade de análise. Era considerado pelos amigos e colegas, pelos inúmeros discípulos, um sacerdote do jornalismo.

Conforme escreveu o também jornalista Jânio de Freitas, em artigo por ocasião da morte do colega “Biondi não frequentava ministérios, bancos, gabinetes estatais, rodas de grandes empresários. E, no entanto, jamais um jornalista soube de modo tão completo quanto ele, e duvido que algum dia outro venha a saber, o sentido real, os pormenores e as consequências das decisões econômicas e monetárias”.

Todo este introdutório foi para levá-los a conhecer um de seus livros, e que hoje está disponível para quem quiser ler e se informar sobre os bastidores da política brasileira, e que de certa forma contrapõe aos que acham que a privataria que se instalou neste país na era FHC foi a melhor coisa já feita para o país e, via de regra, o povão:

O livro completo está disponível no endereço abaixo:

http://www2.fpa.org.br/portal/modules/news/article.php?storyid=3044

Basta ler o capítulo “Petróleo, um escândalo escandaloso”.

Duvido que ao ler a primeira página alguém vá conseguir parar (além de ficar com muita raiva da era FHC).

Também aconselho a lerem o post e os comentários da matéria do jornalista Paulo Henrique Amorim:

http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=18602

Boa leitura.


Empresa americana vai assessorar tucanos na CPI da Petrobrás. Como é que é?

Agosto 29, 2009
Pessoal,
Acabei de ler no Conversa Afiada a matéria que reproduzo a seguir, e segue o link com a matéria completa e os devidos comentários.
Se isso for verdade, Deus nos acuda.
http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=17093
O Conversa Afiada recebeu o e-mail abaixo de uma fonte ligada à indústria do petróleo:
“O Senador Alvaro Dias declarou que o partido está em negociação com uma empresa de Houston, nos Estados Unidos, para auxiliar seu trabalho na CPI da Petrobras. E diz mais “Foi a única empresa até agora que topou nos ajudar porque não é daqui e deve trabalhar para as concorrentes da Petrobrás. Na próxima semana devemos ter muito mais munição”.
As motivações do PSDB aos poucos vão ficando claras. Para atacar um patrimônio nacional busca apoio em uma concorrente nos Estados Unidos, país que tem enorme interesse no enfraquecimento da Petrobras, já que pretende que suas empresas de petróleo ganhem importante fatia do pré-sal. Para isso contam com um senador tucano, que se dispõe a fazer o jogo do capital internacional contra a empresa brasileira.
Depois de tentar mudar o nome da empresa para PETROBRAX, agora os tucanos se dispõem a prestar relevantes serviços aos concorrentes de nossa maior empresa. Mas, sobre isso, a imprensa não fala uma linha.
Álvaro Dias deverá se encontrar com representantes de uma empresa de Houston na próxima semana para fechar contrato de investigação sobre a Petrobras. Dias deixou subentendido que a investigação que ficará a cargo da tal empresa pode ultrapassar a análise dos documentos enviados à CPI. O senador falou sobre essa questão com  jornalistas do Globo, Estadão e Folha. Mas não deu detalhes.
Outro senador que estaria envolvido nos contatos com a empresa é Sérgio Guerra, mas ele se nega a falar sobre o assunto.”
O Conversa Afiada, na segunda-feira, perguntará ao senadores Álvaro Dias e Sérgio Guerra os termos da colaboração dos tucanos com a empresa americana para desestabilizar a Petrobrás e meter a mão no pré-sal.
O Conversa Afiada convida os amigos navegantes a fazer o mesmo.
O e-mail de Álvaro Dias é: alvarodias@senador.gov.br
E o telefone de seu gabinete é: (61) 3303-4059/4060
O e-mail de Sérgio Guerra é: sergio.guerra@senador.gov.br
E o telefone de seu gabinte é:(61) 3303-2382/2383
O Conversa Afiada pedirá ao presidente da CPI, senador João Pedro (PT-AM), que interpele os dois tucanos sobre esse ato que, se verdadeiro, seria uma forma de traição.
Leia também:
O pré-sal é nosso – I
O pré-sal é nosso – II
O pré-sal é nosso – III

Pessoal,

Acabei de ler no Conversa Afiada a matéria que reproduzo a seguir, e segue o link com a matéria completa e os devidos comentários.

Se isso for verdade, Deus nos acuda.

http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=17093

O Conversa Afiada recebeu o e-mail abaixo de uma fonte ligada à indústria do petróleo:

“O Senador Alvaro Dias declarou que o partido está em negociação com uma empresa de Houston, nos Estados Unidos, para auxiliar seu trabalho na CPI da Petrobras. E diz mais “Foi a única empresa até agora que topou nos ajudar porque não é daqui e deve trabalhar para as concorrentes da Petrobrás. Na próxima semana devemos ter muito mais munição”.

As motivações do PSDB aos poucos vão ficando claras. Para atacar um patrimônio nacional busca apoio em uma concorrente nos Estados Unidos, país que tem enorme interesse no enfraquecimento da Petrobras, já que pretende que suas empresas de petróleo ganhem importante fatia do pré-sal. Para isso contam com um senador tucano, que se dispõe a fazer o jogo do capital internacional contra a empresa brasileira.

Depois de tentar mudar o nome da empresa para PETROBRAX, agora os tucanos se dispõem a prestar relevantes serviços aos concorrentes de nossa maior empresa. Mas, sobre isso, a imprensa não fala uma linha.

Álvaro Dias deverá se encontrar com representantes de uma empresa de Houston na próxima semana para fechar contrato de investigação sobre a Petrobras. Dias deixou subentendido que a investigação que ficará a cargo da tal empresa pode ultrapassar a análise dos documentos enviados à CPI. O senador falou sobre essa questão com  jornalistas do Globo, Estadão e Folha. Mas não deu detalhes.

Outro senador que estaria envolvido nos contatos com a empresa é Sérgio Guerra, mas ele se nega a falar sobre o assunto.”

O Conversa Afiada, na segunda-feira, perguntará ao senadores Álvaro Dias e Sérgio Guerra os termos da colaboração dos tucanos com a empresa americana para desestabilizar a Petrobrás e meter a mão no pré-sal.

O Conversa Afiada convida os amigos navegantes a fazer o mesmo.

O e-mail de Álvaro Dias é: alvarodias@senador.gov.br

E o telefone de seu gabinete é: (61) 3303-4059/4060

O e-mail de Sérgio Guerra é: sergio.guerra@senador.gov.br

E o telefone de seu gabinte é:(61) 3303-2382/2383

O Conversa Afiada pedirá ao presidente da CPI, senador João Pedro (PT-AM), que interpele os dois tucanos sobre esse ato que, se verdadeiro, seria uma forma de traição.

Leia também:

O pré-sal é nosso – I

O pré-sal é nosso – II

O pré-sal é nosso – III


O Brasil precisa da sua ajuda!

Agosto 17, 2009

Este post foi devidamente extraído do Mundo Gump, dada a sua relevância e a solicitação do autor em divulgá-lo.

Mais informações por favor dirija-se até o site Mundo Gump.

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Caros amigos, eu tenho duas coisas muito importantes para dizer a vocês. A primeira é muito boa e trata-se de uma notícia que muita gente está esperando faz tempo. Nós queremos entrar na alta velocidade!

Sim, estou falando novamente do Maglev Cobra.

Até agora estávamos trabalhando duro na elaboração do trem de operação urbana – onde estão os maiores problemas de transporte atualmente. Já recebemos aportes financeiros importantes que estão viabilizando a construção do primeiro trem operacional, que ligará os novos centros de tecnologia na cidade universitária (UFRJ), na Ilha do Fundão.

Mas a coisa felizmente está melhorando cada vez mais. Novos contatos com a Transrapid alemã  já permitem a construção  – com transferência de tecnologia! – de um Maglev Cobra de alta velocidade. Sim, meus amigos, estamos falando de um trem de levitação, totalmente nacional, viajando acima dos 200km/h. E o que é melhor, CUSTANDO  A METADE DO PREÇO cobrado pelos TAVs, que pleiteiam este polpudo contrato, prometendo mentirosamente fazer o trem a tempo da copa de 2014.

A segunda coisa que eu quero falar com vocês é muito séria e preocupante. Infelizmente, a grande mídia não abriu a boca (estranho, não?) ainda para falar isso.

Está em curso um perverso e vergonhoso crime contra a ordem econômica. Eu não quero assistir calado uma enorme sacanagem que  os espertos de sempre, esses carrapatos que mamam nosso dinheiro nas tetas polpudas do poder vem tramando. Então resolvi meter logo o dedo na ferida e que se dane!

Eu não vou fazer isso porque sou maluco, kamikase ou coisa do tipo. Eu faço isso porque sei que este blog recebe visitas de milhares de babacas inúteis e criaturas acéfalas que não fazem a menor diferença, mas ele igualmente recebe a visita de milhares de pessoas inteligentes e íntegras que não gostam de ver sacanagens grossas acontecendo. São pessoas que reconhecem e admiram o trabalho que cientistas como o Dr. Eduardo David, meu pai e o professor Richard, além de muitos outros, que dedicam suas vidas para trazer à população melhorias e qualidade de vida, buscando mudar da melhor forma a idéia errônea de nossa vocação puramente agrária, de colônia.

Todos nós sabemos que o Brasil tomou a decisão da construção de uma linha ferroviária de alta velocidade, ligando as cidades do Rio e São Paulo.

Sabemos também que grandes empresas e consórcios internacionais, de olho nesta gorda fatia, se locupletaram em arranjar e proferir aos quatro ventos que detém tecnologias de ponta, que podem vender para o Brasil.

Curiosamente, os italianos dizem que o melhor trem é o italiano. Os alemãs dizem que o melhor trem é o alemão, os Japoneses dizem que o melhor e o deles, os franceses dizem que o melhor é o francês e assim vai. (estranho seria se não fosse assim.)

Mas fica a questão: Enfim, que tecnologia é a melhor para o Brasil?

Em busca de respostas, e visando estabelecer um embasamento técnico para a ligação do Rio a São Paulo por alta velocidade, o Brasil gastou DO SEU DINHEIRO DOIS MILHÕES DE DÓLARES, contratando uma consultoria inglesa que deveria dizer enfim a melhor tecnologia para ligar Rio-São Paulo, orientando o processo de licitação, e estabelecer o traçado – veja, algo FUNDAMENTAL, onde não se poderia admitir erros.

Detalhe: coisa que meu pai, Phd em transportes com mais de 30 anos de experiência ferroviária, fez DE GRAÇA e DEU PRO GOVERNO! O governo se lixou e ele publicou em um livro.

Qual não foi nossa surpresa ao descobrirmos erros crassos nos relatórios da consultoria inglesa paga a peso de ouro, além de verdadeiras barbaridades técnicas que só podemos esperar que sejam erros de digitação – o que já, por si só,  deveria ser considerado um absurdo em algo que custa dois milhões de dólares de dinheiro público.

Muitos dos furos você mesmo pode conferir em http://www.tavbrasil.gov.br/

O pior furo é o seguinte: A Consultora Halcrow-Sinergia contratada deveria produzir cinco volumes de relatórios. No site constam apenas 4, faltando o mais importante o Volume 3, que trata da modelagem econômica do projeto.

Sim, meu amigo, são dois milhões de dólares, para sonegação de informações FUNDAMENTAIS para o processo de decisão de algo tão importante para o país! Curiosamente foi a modelagem econômica, algo básico para um assunto de tamanha envergadura que não é disponibilizado. Interesse escusos? Erros do sistema? Tire suas próprias conclusões.

A consultoria internacional sugeriu um traçado absurdo, caríssimo, com túneis abaixo do nível do mar, cortando áreas de preservação pelo patrimônio Histórico e Cultural, atravessando áreas onde nem o Governo Federal  tem ingerência, como na Cidade Universitária. Sem nem perguntar se podia. São bilhões de reais em desapropriações inúteis que vão nos garfar se isso for levado à cabo.

Visando os aspectos constitucionais e pretensamente democráticos, a ANTT colocou no ar o site para que os interessados possam encaminhar contribuições e sugestões das 9 horas do dia 24 de julho até as 18 horas do dia 17 de agosto de 2009, devidamente identificadas e no idioma português, de forma concisa e objetiva, por meio eletrônico, pessoalmente ou por via postal, protocoladas na ANTT, nos endereços indicados no parágrafo anterior, até o prazo estabelecido.

Mas veja que curioso, a ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre) quer encerrar  amanhã o prazo para o cidadão reclamar ou sugerir alguma coisa, mas não se deu ao trabalho de disponibilizar as informações básicas do projeto que nós, brasileiros pagamos com o suor dos nossos impostos, que não são poucos.

Portanto, não faz sentido a ANTT encerrar o prazo de envio de sugestões em 17/08/09 da Audiência Pública, se não disponibilizou para a população todas as informações. Os 30 dias corridos deveriam ser contados a partir da publicação no site do Volume 3 que está faltando, já que trata do aspecto mais importante do projeto, que envolve $$$. (nossa!)

Todavia, é dever de cada brasileiro que tome conhecimento não deve se omitir e manifestar sua opinião claramente pela Internet. A ANTT identifica, encaminha à área técnica, registra e publica em um Relatório Final, cada sugestão recebida pelo site, no endereço: http://www.antt.gov.br/acpublicas/formulario.asp?evento=cp002/2009

No caro estudo da consultoria inglesa encomendado pelo governo, a tecnologia  Maglev, que opera com sucesso na Alemanha e China e em breve nos EUA,  foi preterido por ser uma tecnologia de ponta. – Sim meu amigo. É verdade. Pode acreditar.

2 – Na página 10 do Volume 2 – Estudo do Traçado, a consultora tece elogios ao sistema Maglev “que pode seguir um traçado muito mais íngreme (100%) e perfazer curvas fechadas…” Lógico, seria a tecnologia mais adequada para um trecho montanhoso que se desenvolve ao longo do Vale do Rio Paraíba do Sul e tem que vencer a Serra das Araras. No entanto os consultores, apesar de todas as vantagens concluem: “Por esta razão o Maglev não foi ativamente considerado no desenvolvimento do TAV”

VERGONHA!!!!

Eles curiosamente não mencionaram o pequeno detalhe, de que o Maglev Cobra de alta velocidade custa A METADE DO PREÇO.

Além disso, existem outros furos:

a) A rampa de 100%, apesar de possível, porque o trem de levitação utiliza motor linear para tração, é um exagero, pois significa 45 graus de inclinação.  (um trem normal sobe rampa de 0,5%) A Transrapid alemã, fabricante do trem de levitação que opera com sucesso na China desde janeiro de 2003 recomenda rampa de 10%, para o conforto dos passageiros. Só pode ter sido um erro de redação, digitação e/ou um completo desconhecimento da tecnologia, e é condenável isso ter escapado da revisão antes de ser divulgado oficialmente. Até porque o documento norteia justamente qual a melhor tecnologia. Seria esse um erro proposital?

b) Ignorar uma tecnologia mais moderna, capaz de reduzir o custo de implantação pela metade (de US$ 18 bilhões para US$ 9 bilhões, na ligação Rio-São Paulo-Campinas), afronta a Lei 8884/94, que trata dos crimes contra a ordem econômica. Se o Edital do TAV a ser lançado pela ANTT não permitir trens de levitação magnética, restringindo a proposta apenas aos roda-trilho, pode e deve ser impugnado na justiça pois será considerado um “cerceamento à entrada ou existência de concorrentes, no mercado local, regional ou nacional”.

Nós podemos, nós sabemos como fazer. Nosso preço será menor e nós temos o melhor (infinitamente melhor) traçado, que reduz absurdamente o custo para o Brasil – logo para você, pra mim e pra todo mundo.Sem falar que nosso traçado permite concluir a obra e entrar em operação primeiro.

Temos que pensar que cada centavo desperdiçado aqui vai faltar no prato de uma criança carente, pode significar um remédio a mais num hospital, pode significar um caderno, uma esperança. Nós não podemos deixar essa sacanagem acontecer. A tecnologia de levitação não é ficção científica. Ela existe, opera na China (país que tem uma grande visão estratégica e sabe que isso revolucionará o futuro) e é viável para nós.

É a hora de escolher entre andar 50 anos para frente ou para trás (porque os países acima citados, não querem vender suas tecnologias de ponta e sim modelos de transporte já obsoletos por lá pra nós, como se o brasileiro não pudesse ter acesso ao que há de melhor)

Ser patriota não é saber o hino nacional de cor, meu amigo. Não é só pendurar a bandeira nacional em época de copa do mundo. Ser patriota é tomar uma atitude. Nem que seja gritar para o vazio. E digo mais. Não se trata de ser patriota ou não, mas de não se deixar ser tratado como gado.

VOCÊ vai financiar este troço. Pense nisso. Vamos reagir. Juntos, nós temos forças para embolar a maracutaia que vem se avolumando nos bastidores deste trem Rio-SP faz tempo.  Se é pra licitar, todas as tecnologias devem ser levadas em conta. Principalmente a NACIONAL, desenvolvida com dinheiro público e reconhecida mundialmente!

Peço encarecidamente que me ajudem nisso. Estou trabalhando duro com a equipe do Maglev para fazer isso ser realidade. Estamos a poucos passos de uma grande mudança. É um absurdo ver nosso trabalho sério e reconhecido até pelo príncipe de Dubai em pessoa ser desconsiderado na cara de pau em uma consultoria caríssima e de qualidade risível.

Recorte este post, mande para seus amigos. Use o twitter, orkut, forum, sei lá o que.

Não há tempo. Temos que nos movimentar agora. A parada encerra amanhã!

Se tiver jornalistas conhecidos, se você trabalhar em um veículo, seja de que tamanho for, aqui está um belo furo para aproveitar. Vamos tomar uma atitude. Nem que seja reclamar. Cada protesto será obrigatoriamente anexado ao relatório e servirá de base para que ações judiciais impeçam esta sacanagem com o dinheiro que não é deles.

Me ajude. Ajude o Brasil. Por favor!

Clique aqui e reclame: http://www.antt.gov.br/acpublicas/formulario.asp?evento=cp002/2009

Adendo: Aqui está um PDF com a apresentação da tecnologia de levitação para a ligação Rio-São Paulo exibida no Coninfra 2009


Dia dos pais

Agosto 8, 2009

Ontem, quando fui buscar a Sofia na creche, tive uma surpresa.
Recebi um cartão do dia dos pais, o qual reproduzo aqui.

Cartão dia dos pais